Lídia Franco

Lídia Franco (Lisboa, 23 de março de 1944) é uma das maiores referências do teatro e do cinema nacional.

Lídia Franco começou a brilhar aos 11 anos, quando iniciou os estudos de ballet. Fez o Curso de Ballet da Escola do Teatro Nacional da São Carlos., acabou por integrar a Companhia Portuguesa de Bailado, o Grupo Fernando Pessoa, o Grupo Experimental de Ballet da Fundação Calouste Gulbenkian e dançou em Bruxelas, no Théatre Royal de la Monnaie sob a direção de Maurice Béjart.

O seu destino parecia ser o da dança, mas os palcos tinham para si outros planos. Foi na representação que Lídia encontrou a sua paixão e que construiu uma carreira de mais de cinco décadas.

Assim, tirou um curso de teatro no British Theater Association, em Londres, como bolseira da Fundação Gulbenkian e do British Council, já em Paris, frequentou o curso de Expressão Dramática. Tem colaborado entre outras, com Companhias como Teatro Experimental de Cascais (TEC), Grupo 4, Barraca, Comuna Teatro de pesquisa, Artistas Unidos e Teatro Ibérico. Para além de Portugal, pisou palcos em Espanha, Bélgica, Inglaterra, Brasil, Venezuela e Canadá.

Depois de se estrear na televisão aos 14 anos como apresentadora do Programa Juvenil ao lado de João Lobo Antunes e Júlio Isidro, tem participado em centenas de trabalhos em Portugal e no estrangeiro como telefilmes, séries, telenovelas, sitcoms e programas de humor. Fez parte de produções de grande sucesso e que, até hoje, permanecem na memória do público, como é o caso de O Tal Canal de Herman José.

No cinema, destacou-se em Filha da mãe de João Canijo, O lugar do morto de António Pedro Vasconcelos, A Maldição de Marialva de António de Macedo, A Mulher que julgava ser Presidente dos Estados Unidos da América de João Botelho, Quem espera por sapatos de defunto de João César Monteiro, Santo António, o casamenteiro de Lisboa de Ruben Alves, entre outros. Tem participado também em vários projetos internacionais como, Dans La Ville Blanche de Alain Tanner, Le Divan de Staline de Fanny Ardant, O homem que matou D. Quixote de Terry Guilliam, Six Underground de Michael Bay e muito mais.

O seu talento e dedicação foram reconhecidos ao longo dos anos, tendo sido distinguida com prémios como Atriz Revelação no Programa O Tal Canal e Melhor Atriz pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro; em termos de prémios coletivos, tem Melhor Programa de Rádio com Programas de Herman José, um Globo de Ouro pela série Cuidado com as Aparências e um Emmy pela novela A Outra Mulher.

Mais do que uma carreira marcada por inúmeros palcos, filmes e projetos televisivos, Lídia Franco deu vida a personagens e ajudou a contar histórias que atravessam gerações.

Lídia Franco continua a ser uma das grandes figuras da representação em Portugal.

Mural inaugurado a 15 de julho 2023, em homenagem a Lídia Franco, pela Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica. A obra é da autoria da artista Daniela Guerreiro.

Factos:

  • Atualmente é professora de teatro em várias escolas;
  • Tradutora da peça de teatro Óscar e a Senhora Cor-de-Rosa de Eric-Emmanuel Schmitt;
  • Dramaturgista e encenadora das peças de teatro Vasquinho para sempre e Como salvar um casamento;
  • Júri em vários festivais de cinema: Academia Portuguesa de Cinema, Cine-Eco e Festival Internacional de Cinema de Troia;
  • Faz teatro radiofónico, tem gravado CDs e DVDs, de poesia e histórias infantis.

Fontes:

https://artistglobalmanagement.com/portfolio-posts/lidiafranco/

https://expresso.pt/podcasts/geracao-40/2026-04-09-achavam-que-por-ser-bonita-so-servia-para-fazer-de-boneca.-escolheram-me-para-um-papel-com-vida-e-ate-a-producao-achou-que-era-engano-26bf4272

https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADdia_Franco



JUNTA DE FREGUESIA SÃO DOMINGOS DE BENFICA





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