Ruas da Freguesia


Avenida Conselheiro Barjona de Freitas  – A Avenida Conselheiro Barjona de Freitas perpetua o nome do ministro da Justiça que elaborou a proposta de Lei para abolição da pena de morte em 1867 .

Augusto César Barjona de Freitas tornou-se catedrático de Direito da Universidade de Coimbra embora tenha acabado por trocar o ensino pela política. Filiou-se ao Partido Regenerador e foi eleito deputado em 1864. Entrou no Governo da Fusão de Joaquim António de Aguiar (1865-1868), tomando posse da pasta da Justiça que também deteve mais tarde com Fontes Pereira de Melo (1871-1876).

Como legislador, para além da reforma do Código Penal com a abolição da pena capital, trabalhou também nas novas Bases Municipais, na reorganização judicial e administrativa do país, na dotação do Clero e, ainda estabeleceu a representação por maioria na Lei eleitoral.

Estrada de Benfica- O nome da Estrada de Benfica pode ter duas origens:  a primeira é que se diz que D. João I decidiu doar alguns terrenos desta zona à Ordem Religiosa dos Dominicanos, para que fosse construído o Convento de São Domingos e, durante uma visita ao local, terá exclamado: “aqui bem-fica o convento!”.

A segunda é que a palavra pode estar ligada à expressão árabe “Ben Fiqh”.

Largo Dona Maria de Lurdes – Localiza-se no Bairro das Furnas e o seu nome trata-se de uma homenagem à assistente social  Maria de Lurdes, levada a cabo pelos moradores deste bairro.

A «Dona Maria de Lurdes» começou a trabalhar como assistente social naquele bairro no dia 12 de Fevereiro de 1948. Nos seus quase 50 anos de trabalho e dedicação aos moradores do Bairro das Furnas, criou crianças e jovens, amou e auxiliou idosos, deixando na memória de muitas gerações a admiração e o respeito pelo exemplo de uma intervenção social ímpar.

Rua Alcina Bastos- Alcina Bastos (1915- 1993) foi uma advogada e jurista que lutou firmemente contra o fascismo, destacando-se sempre nos vários movimentos democráticos em que participou, inclusive na defesa dos presos políticos. De referir que foi colaboradora próxima do General Humberto Delgado, apoiando-o nas eleições presidenciais de 1958.

Rua António Saúde- António Saúde (1875- 1958) foi um pintor naturalista, discípulo de Carlos Reis. Fez parte da Sociedade Silva Porto e as suas obras foram premiadas em exposições da Sociedade Nacional de Belas-Artes, tendo sido o 1º prémio Silva Porto do Secretariado Nacional de Informação, entre outros. Os seus trabalhos estão presentes no Museu de Sevilha, Museu Nacional Soares dos Reis, Museu Regional Grão-Vasco e no Museu do Chiado.

Rua José Afonso- José Afonso ou também popularmente conhecido como Zeca Afonso (1929 – 1987) foi poeta, cantor, compositor e uma das vozes mais célebres da liberdade. As suas canções foram o manifesto de uma geração e uma forma de resistência durante a ditadura do Estado Novo. “A Morte Saiu à Rua”, “Grândola, Vila Morena” e “Vampiros”, são alguns dos temas intemporais que nos deixou e um legado do povo português.

Rua Natércia Freire  – Natércia Freire, além de notável poetisa, ficcionista, tradutora e jornalista, teve uma importante atividade cultural como responsável do Suplemento de Artes e Letras do Diário de Notícias, promovendo a divulgação de inúmeros autores em estreia ou já consagrados, dando-lhes assim voz.

Enquanto poetisa, aquando da publicação do primeiro livro de poemas “Castelos de Sonho (1938), logo seguido de “Meu Caminho de Luz” (1939), tornou-se rapidamente uma voz escutada em Portugal e no Brasil, tendo a crítica sinalizado o seu talento poético muito próximo de Florbela Espanca e de Cecília Meireles.

O nome de Natércia Freire ficou, desta forma, inscrito com relevo no património da literatura portuguesa contemporânea.

Rua de São Domingos- São Domingos de Gusmão (1170- 1221) foi um frade e santo católico fundador da Ordem dos Pregadores cujos membros são conhecidos como Frades Dominicanos. É o padroeiro da freguesia a que dá o nome.

Praça Marechal Humberto Delgado – Humberto Delgado (1906 – 1965) – foi um militar português que ficou popularmente conhecido como “General sem Medo”, uma vez que lutou contra o Estado Novo. Candidatou-se às eleições presidenciais de 1958 como forma de derrubar o regime, mas acabou por sair derrotado, num processo eleitoral reconhecidamente fraudulento que atribuiu a vitória a Américo Tomás, candidato do regime

Em 1959, parte para o Brasil em exílio político, estando sempre envolvido em conspirações para derrubar o Estado Novo. Acompanhou os preparativos do assalto ao Santa Maria, participa em movimentos de oposição e, em 1961, nas vésperas do Golpe de Beja, entra de forma clandestina em Portugal.

A 13 de fevereiro de 1965, em Badajoz, Marechal Humberto Delgado é apanhado por uma emboscada da PIDE e é assassinado.

Avenida Columbano Bordalo Pinheiro – Columbano Bordalo Pinheiro (1857 – 1929) – Nasceu numa família de artistas e, como tal, a pintura assumiu um papel de relevância desde muito cedo na sua vida.

Ingressou na Academia Real de Belas-Artes em Lisboa, mas a sua rebeldia e pouca assiduidade, levaram-no para outros caminhos, o que o permitiu explorar o seu próprio estilo e retratar outros ambientes.

É, então, na viragem do século XIX, que Columbano retrata o seu país como ninguém, adotando uma técnica realista, na qual foi pioneiro, com uma “pintura em mancha e tonalidades, terminando numa obsessiva preocupação pelo tratamento da luz que desmaterializa a figura”.

Columbano Bordalo Pinheiro foi ainda professor da Escola de Belas-Artes de Lisboa e diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea, cargo que manteve até à data da morte.

Largo Luzia Maria Martins – Luzia Maria Martins (1927 – 2000) – Foi uma das primeiras mulheres portuguesas a singrar enquanto autora e encenadora.

Viveu parte da sua vida em Londres, onde estudou e teve a oportunidade de conhecer e experienciar outra cultura, o que a motivou a fundar, juntamente com Helena Félix, o TEL – Teatro Estúdio de Lisboa. Opositora do Estado Novo, utilizou o seu teatro como plataforma para dar a conhecer ao povo português autores e textos da dramaturgia europeia, incluindo, como é claro, obras e personalidades proibidas pela censura.

As suas encenações trouxeram algo de novo ao panorama artístico português, fazendo uma fusão de outras artes, como o cinema e a dança. Devido ao seu trabalho no Teatro Estúdio de Lisboa recebeu vários prémios, incluindo o Prémio de Personalidade do Ano pelo Festival Internacional de Almada, em 1987.

Largo Calouste Gulbenkian – Calouste Sarkis Gulbenkian (1869 – 1955) – Calouste Gulbenkian nasceu na Arménia e foi um homem de negócios, colecionador de arte e filantropo.

Aumentou a sua fortuna enquanto mediador de negociações internacionais para a exploração de reservas de petróleo. O gosto pela arte fez com que, ao longo da sua vida, fosse adquirindo peças artísticas, acabando assim por construir uma coleção de arte bastante eclética.

Em 1942, em plena II Guerra Mundial, decide mudar-se para Portugal devido à sua localização geográfica, pois caso fosse necessário, poderia escapar pelo mar para o Estados Unidos. Acaba por passar o resto da sua vida em Lisboa, cidade que considera pacata e de gente hospitaleira.

Deixou-nos parte da sua coleção de arte e uma das fundações mais importantes do nosso país – Fundação Calouste Gulbenkian.

Largo Madalena Perdigão – Madalena Perdigão (1923 – 1989) – Madalena de Azeredo Perdigão marcou o panorama artístico português, sendo fundamental para a Fundação Calouste Gulbenkian e desempenhando um papel de “agitadora cultural” na segunda metade do século XX.

Na Fundação Calouste Gulbenkian, dirigiu o Serviço de Música, dando assim continuidade ao I Festival Gulbenkian de Música, recebendo  agrupamentos sinfónicos e intérpretes estrangeiros, com estreias mundiais de obras de compositores nacionais e estrangeiros, e com apresentações em diversas cidades portuguesas. Madalena Perdigão criou a Orquestra (1962), o Coro (1964) e o Ballet Gulbenkian (1965-2005).

Após o 25 de abril, dirigiu o Gabinete Coordenador do Ensino Artístico, no Ministério da Edução, restruturando o ensino em Portugal. Já em 1984, regressa à Fundação Calouste Gulbenkian e cria o ACARTE- Serviço de Animação, Criação Artística e Educação pela Arte.

Madalena Perdigão viveu uma vida dedicada à arte e à educação artística, o que fez com que, em 1988, fosse distinguida com o prémio “Mulheres da Europa”.

Rua Raquel Roque Gameiro – Raquel Roque Gameiro (1889 – 1970) – Raquel Roque Gameiro cresceu num ambiente artístico, pois o seu pai, Alfredo Roque Gameiro, era aguarelista e pintor. Como tal, Raquel deixou-se apaixonar pelos pincéis e as tintas, dedicando-se principalmente à pintura e à ilustração.

Foi diversas vezes premiada pela Sociedade Nacional de Belas-Artes; venceu, em 1927, o concurso “Ex-Líbris da biblioteca da Imprensa Nacional; a partir dos anos 20, fez ilustrações para algumas revistas e jornais; e tem ainda obras expostas no Museu de Arte Contemporânea e no Museu de Madrid.

Rua Cândido de Figueiredo – António Cândido de Figueiredo (1846 – 1925) foi lexicólogo, poeta, escritor e jornalista.

Em 1876, vai para Lisboa, tornando-se professor de liceu e onde exerce funções superiores no Ministério da Justiça, bem como noutros setores da Administração Pública. Neste mesmo ano, juntamente com Luciano Cordeiro, fundou a Sociedade de Geografia.

“Quadros Cambiantes”, editado em 1867, é a sua primeira obra literária. No entanto, é com “A Folha”, “revista de inspiração parnasiana”, que se afirma como poeta.

Recebeu o diploma de membro honorário do Grémio Literário, o prémio de membro da Real Academia Espanhola; Grau de Cavaleiro da Ordem da Cruz Branca de Itália, entre outros.

Avenida Machado Santos – António Maria de Azevedo Machado Santos (1875 – 1921) foi dirigente da Carbonária e membro da maçonaria. Desempenhou um papel de grande importância na Revolução de 5 de outubro de 1910, tendo sido promovido, em 1911, a capitão-de-mar-e-guerra, pela Assembleia Constituinte. Mais tarde, Machado Santos chegaria ao posto de vice-almirante.

Chegou a ser deputado (1911-1914), Ministro do Interior (1918), Secretário de Estado das Subsistências e Transportes (1918) e Senador (1918-1919) durante a República Nova. Foi também fundador e dirigente do Partido Reformista (1921).

Rua Abel Botelho – Abel Botelho (1854 – 1917) entre 1876 e 1878, frequentou o curso de Estado Maior na Escola do Exército, onde começou a demonstrar interesse pela área do jornalismo, crítica artística e pelas letras em geral.

Em 1877, estreou-se em poesia na Revista Literária (do Porto), tendo também assinado vários trabalhos sobre Filosofia da Arte. Colaborou com o Diário da Manhã, onde deixou vários contos que, mais tarde, reuniu no livro “Mulheres da Beira”. Escreveu peças de teatro como “Jucunda”, “Vencidos da Vida”, “Claudina” e “Imaculável”. Em 1885, publicou o seu primeiro livro “Lira Insubmissa”, seguindo-se “Sem Remédio” e “Os Lázaros”.

Rua Abranches Ferrão – Fernando de Oliveira Abranches Ferrão (1908 – 1985) formou-se em Direito, na Universidade de Lisboa. Entre 1947 e 1973, conduziu diversos processos políticos como os que tiveram por réus a Comissão Central do MUD e o General Humberto Delgado.

Fundou o “Jornal do Foro”, em 1937, editora que “deu voz a diferentes quadrantes da oposição ao regime de Salazar.”

Rua António Nobre – António Nobre (1867 – 1900), poeta português, edita o seu primeiro livro em Paris, “Só” “é feito de poemas amargos, de uma tristeza que espelha o homem doente que o poeta já desconfiava ser, um homem sem esperança, amargurado, afogado no tédio.”

Nos últimos anos de vida, faz várias viagens, mas, por fim, regressa à cidade do Porto, onde acaba por falecer. “Despedidas” e “Primeiros Versos”, refletem uma poesia marcada pelo simbolismo francês.

Rua Duarte Galvão – Duarte Galvão (1445 – 1517) nasceu em Évora e quando ia em missão a Preste-João, na Ilha do Camarão, no mar da Arábia, acaba por falecer..

Duarte Galvão ficou, a pedido de D. Manuel, responsável por recompilar as crónicas dos reis, que o cronista Fernão Lopes deixara escritas. Para além disto, D. Manuel também o enviou enquanto embaixador às cortes de Roma, Alemanha e França. Pertenceu ao Conselho dos Reis D. João II e D. Manuel, além de ter sido alcaide-mor de Leiria.

Rua Francisco Ferrer – Francisco Ferrer Guardia (1859 – 1909) foi um pensador anarquista catalão e o criador da Escola Moderna.

Apoiou o golpe militar de 1886 para a instaurar a República, no entanto, devido ao fracasso deste, Francisco Ferrer decide exilar-se em Paris. Lecionou espanhol até 1901 e, durante este período, aplicou alguns conceitos como a doutrina do pensamento livre na sua Escola Moderna.

Rua Leitão de Barros – José Júlio Leitão (1896 – 1967) foi um realizador e jornalista português.

Enquanto jornalista, colaborou com alguns dos jornais mais importantes da sua época como o Diário de Notícias e O Século. No teatro, trabalhou como como autor e cenografista, por essa razão, o seu nome também está ligado à pintura, área em que foi premiado, tanto a nível nacional como internacional.

Na área cinematográfica, lançou a companhia de cinema Lusitânia Film, e realizou filmes como “A Severa” (1931), “As Pupilas do Senhor Reitor” (1935), “Ala-Arriba” e Maria Papoila (1937),  “Bocage” (1936), “Inês de Castro” (1945), assim como “Camões” (1946).

Leitão de Barros foi ainda o responsável por criar a tradição das marchas populares em Lisboa.

Rua São Tomás de Aquino –  São Tomás de Aquino (1225 – 1274) nasceu em Roccasecca, em Itália, e é considerado um dos maiores expoentes da filosofia da Idade Média.

Fez parte da Ordem dos Dominicanos e dedicou a sua vida ao estudo e ensino da fé cristã. A sua obra mais conhecida é “Summa Theologiae” que tem como base a teologia cristã e a filosofia de Aristóteles, procurando uma relação entre a fé e a razão.

Largo Carlos Selvagem – Carlos Selvagem (1890 – 1973) Carlos Selvagem, pseudónimo literário de Carlos Tavares de Andrade Afonso dos Santos, foi jornalista, ficcionista, ensaísta no domínio da cultura portuguesa e dramaturgo.

Iniciou a sua carreira no teatro com o drama rural “Entre Giestas” (1917), tendo depois enveredado para a comédia com trabalhos como “Ninho de Águias” (1920), “O Herdeiro” (1923), “A Encruzilhada” (1941), entre outros.

Foi em 1943 que estreou no Teatro Nacional, a que é considerada ser a sua melhor obra – “Dulcineia ou a Última Aventura de D. Quixote”. Editou ainda o romance histórico “Ave do Paraíso” (1928), estudos históricos sobre Leonor Teles e D. Henrique, tendo também escrito alguns livros infantis.

Foi Presidente da Sociedade Portuguesa de Autores entre 1968 e 1973. Comendador da Ordem de Santiago de Espada, Comendador da Ordem Militar de São Lázaro de Jerusalém, Comendador da Ordem de Aviz e Comendador da Ordem do Império Britânico.

Largo Conde de Bonfim – Conde de Bonfim (1787 – 1860), José Joaquim de Sousa Reis Travassos Valdez, foi uma importante figura militar e política do nosso país, durante o século XIX.

Estudou Direito em Coimbra, mas foi como militar que se destacou, lutando contra as invasões francesas nas Guerras Peninsulares. Participou noutras batalhas importantes como a de Salamanca e Toulouse. Teve um papel ativo durante a luta entre  absolutistas e liberais.

Foi governador da Madeira, chefe militar, ministro da Guerra e da Marinha, presidente do Conselho de Ministros e deputado. Recebeu os títulos de Barão em 1835 e de Conde de Bonfim a 1838.

Rua Alexander Fleming – Alexander Fleming (1881-1955) foi um médico bacteriologista escocês que descobriu a penicilina.

A descoberta do primeiro antibiótico foi um acidente, pois em 1928, Alexander Fleming, após regressar de férias, apercebeu-se de que um dos recipientes onde fazia experiências tinha fungos e estes tinham conseguido eliminar as bactérias que estavam lá antes.

A descoberta da penicilina foi o seu principal sucesso. Acabou por lhe ser atribuído o Prémio Nobel, em 1945, partilhado com outros cientistas que o ajudaram a desenvolver o seu trabalho.

Rua Afonso Botelho – Afonso Botelho (1919 – 1996) foi um escritor e filósofo português. Estudou em várias universidades e licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas. Pertenceu à escola da filosofia portuguesa, influenciado por pensadores como Leonardo Coimbra, Teixeira de Pascoaes, Álvaro Ribeiro e José Marinho. A sua obra abrange ensaios filosóficos e ficção, sendo a saudade o tema central do seu pensamento.

Avenida General Norton de Matos – Jorge Maria Mendes Norton de Matos (1867 – 1955) fez o curso da Escola do Exército e, em 1898, viajou até à Índia para aí iniciar sua carreira na administração colonial como diretor dos Serviços de Agrimensura.

Quando regressa a Portugal, já se tinha proclamado a República, como tal, Norton de Matos serviu o regime enquanto chefe do estado-maior da 5.a divisão militar. Em 1912, tomou posse como governador geral de Angola.

Avenida General Correia Barreto – António Xavier Correia Barreto (1853 – 1939) foi um militar, político e reformador português.

Integrou voluntariamente o Regime de Infantaria n.º 16, tendo permanecido como soldado entre 1870 e 1874. Mais tarde, passa para o Regimento de Artilharia n.º 1, tendo sido promovido progressivamente até atingir o posto de general, em 1914.

Correia Barreto desenvolveu um importante papel na educação e instrução da reforma das Forças Armadas de 1911, pois criou as Escolas de Regimento ou de Corpo, meios de instruir recrutas e cidadãos, em reserva, e o Instituto Profissional dos Pupilos do ExércitoEnquanto político, foi convidado pelo almirante Cândido dos Reis para a comissão organizadora da revolução de 1910. Após a revolução, foi nomeado ministro de Guerra.

Foi, também, presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

Largo Manuel Emídio da Silva – Manuel Emídio da Silva (1858 – 1936) foi um engenheiro português ligado à construção do caminho-de-ferro na Beira Alta.

Foi professor no Liceu da Guarda, cidade onde seria correspondente do Diário de Notícias, entre 1887 e 1888. Neste mesmo jornal, mantinha a coluna “Coisas e Loiças”, escrevendo regularmente sobre a implantação do Turismo em Portugal.

Graças a Manuel Emídio da Silva, foi inaugurado a 31 de Maio de 1908, o Mirante Emídio da Silva, obra de autoria do arquiteto veneziano Nicolau Bigaglia.

Estrada da Luz – A origem do nome Estrada da Luz deve-se a Nossa Senhora da Luz.

Segundo a lenda, a Nossa Senhora terá aparecido várias vezes, aureolada de luz, a um homem de Carnide, de seu nome Pêro Martins, pedindo-lhe que construísse uma ermida em honra a Santa Maria da Luz.

Pêro Martins dedicou-se a recolher contribuições dos seus vizinhos, bem como a licença do Bispo de Lisboa, para construir a ermida, anexada mais tarde à Igreja de São Lourenço de Carnide.

A ermida dedicada a Nossa Senhora da Luz, acabou por dar origem ao nome de algumas zonas de Carnide e arredores, tal como a Travessa da Luz, Largo da Luz, Azinhaga da Luz e a Estrada da Luz.

Estrada das Laranjeiras – O nome está associado à antiga Quinta das Laranjeiras, inicialmente denominada Quinta de Santo António que, no final do século XVII, pertencia a Manuel da Silva Colaço, sendo somente, em 1779, adquirida pelo Desembargador Luís Rebelo Quintela, tornando-se assim a herança de Joaquim Pedro de Quintela, seu sobrinho e 1º Barão de Quintela.

A quinta será palco de grandes festas e, mais tarde, ganhará também fama pelo Teatro Thalia, mandando construir pelo 2º Barão de Quintela e 1º Conde de Farrobo, na segunda metade do século XIX.

Avenida Madame Currie – Marie Currie (1867 – 1934) foi a primeira mulher a ser distinguida com o Prémio Nobel da Física (1903), e a primeira cientista a receber dois prémios Nobel em áreas diferentes, visto que, em 1911, foi-lhe atribuído o Prémio Nobel da Química.

Marie Currie, juntamente com o seu marido Pierre Currie, descobriu “o fenómeno da radioatividade, a partir de novos elementos que emitiam espontaneamente radiações.” Em 1898, o casal conseguiu isolar dois novos elementos químicos: o polónio e, meses mais tarde, o rádio (Ra).

Após a morte do marido, Marie Curie ocupou a vaga de professor catedrático, deixada por este, tornando-se a primeira mulher a ensinar na Sorbonne.

Travessa Carlo Paggi – Carlo Paggi foi um diplomata e poeta genovês do século XVII, sendo também responsável pela tradução livre de “Os Lusíadas” para italiano.

Carlo Antonio Paggi viveu em Lisboa de 1656 a 1666, desempenhando funções enquanto Cônsul da Sereníssima República de Génova.

Durante o tempo em que residiu na cidade de Lisboa, pertenceu à confraria de Nossa Senhora do Loreto e colaborou no jornal Mercúrio Português.

Praça General Vicente de Freitas – José Vicente de Freitas (1869 – 1952) foi um militar e político português.

Enquanto militar, atingiu o posto de general, “tendo tido uma boa folha de serviços, onde se incluía um subcomando de brigada na Primeira Guerra Mundial”. Formou-se em Ciências na Escola Politécnica de Lisboa, passando depois a trabalhar no Estado Maior do Exército.

Foi enquanto político que mais se destacou, pois viria a ser governador civil do Funchal; foi, também, presidente da comissão administrativa da Câmara Municipal de Lisboa; assumiu o cargo de ministro Interior e foi “simultaneamente chefe do governo, entre 18 de abril de 1928 e 10 de novembro desse ano”. De referir que José Vicente de Freitas “acumulou com a chefia do governo os ministérios das Finanças, do Comércio e dos Negócios Estrangeiros”.

Praça Nuno Rodrigues dos Santos – Nuno Rodrigues dos Santos (1910 – 1984) “foi um dos “republicanos históricos” mais prestigiados do Partido Social Democrata”.

Em 1975, foi deputado da Assembleia Constituinte e deputado à Assembleia da República eleito em 1976, 1979, 1980 e 1983.

Em 1983, foi eleito Presidente do PSD, tornando-se assim o sexto líder do partido, sucedendo a Francisco Pinto Balsemão.

Praça Silvestre Pinheiro Ferreira – Silvestre Pinheiro Ferreira (1769-1846) foi um jurisconsulto, político, polígrafo e diplomata português. Integrou o governo formado em 1821, sendo o responsável pela pasta dos Negócios Estrangeiros.

Rua Alfredo Guisado – Alfredo Guisado (1891 – 1975) foi um poeta português cuja obra poética foi publicada na segunda década do século XX.

Licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa, foi deputado pelo Partido Republicano Português, e ainda teve uma carreira enquanto jornalista, tendo colaborado em algumas publicações nas revistas Renascença, Orpheu, Exílio e SW.

Rua Francisco Baía – Francisco Baía (1861 – 1931) professor de música e pianista.

Apresentou-se pela primeira vez em público, em 1886, no Teatro da Trindade. Mais tarde, acaba por se dedicar exclusivamente ao ensino no Conservatório de Lisboa, onde acaba por se tornar diretor da escola de música.

Rua Vergílio Correia – Vergílio Correia (1888 – 1944) foi um arqueólogo que descobriu a cidade romana de Conímbriga, no concelho de Condeixa-a-Nova.

Nas primeiras décadas do século XX, foi ainda responsável por realizar trabalhos de conservação no Museu Etnológico Português e no Museu Nacional de Arte Antiga.

Fundou ainda a revista “Terra Portuguesa” de arqueologia artística e etnografia.

Rua Vera Lagoa – Vera Lagoa (1917 – 1996) é pseudónimo de Maria Armanda Pires Falcão, jornalista e cronista portuguesa. Foi a primeira locutora da televisão portuguesa, na RTP, e a primeira jornalista a ser processada por um Presidente da República.

Fundou os semanários O Sol e, mais tarde, O Crime.

Nos anos 60, tornou-se cronista do Diário Popular, com a sua coluna “Bisbilhotices”, acabando por se tornar pioneira nesta área – “Num tempo em que o jornalismo era asfixiado pela censura, a cronista disfarçava de banalidades a sua crítica social: ia além de um mero relato dos eventos sociais, das intrigas, da moda e da etiqueta e ousava apontar o dedo à sociedade da época.”

Rua Tomás da Fonseca – Tomás da Fonseca (1877 – 1968) foi um escritor, poeta, político e militante republicano.

Desde muito cedo que manifestou interesse pelo republicanismo, sendo uma figura ativa na campanha que levou à implantação da República, em 1910. Nesse mesmo ano, tornou-se chefe de gabinete do Ministro do Fomento – António Luís Gomes e, em 1916, eleito senador pelo distrito de Viseu.

Forte opositor do regime salazarista, acabou foi perseguido pelas suas ideias políticas e os seus livros foram alvo de censura, tendo alguns sido mesmo proibidos.

Rua Teresa Gomes – Teresa Gomes (1883 – 1962) foi uma atriz portuguesa.

Estreou-se em 1911 como corista na revista “A Musa dos Estudantes” no Teatro da Trindade, onde trabalhou durante oito anos. No Teatro São Luiz, destaca-se pelo seu talento para a comédia em peças como “Pé de Meia” e “Dois Garotos”.

Experimentou ainda teatro declamado, a opereta, a ópera cómica e drama. Passou pelo cinema, tendo desempenhado papéis em filmes clássicos do cinema português – “O Pai Tirano”, “Os Vizinhos do Rés-do-Chão”, “A Canção de Lisboa”, entre outros.

Avenida Rui Nogueira Simões – Rui Nogueira Simões (1930-2002) foi um engenheiro civil, empresário e dirigente associativo português.

Formou-se, em 1958, em Engenharia Civil, no Instituto Superior Técnico e foi aqui que se ligou ao associativismo. Enquanto engenheiro, trabalhou na indústria, no comércio e em obras públicas.

Largo Conde de Ottolini – Manuel Sarmento Ottolini (1840 – 1898) foi o 1º conde e o 1º visconde de Ottolini. Formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e desempenhou os cargos de governador do Banco Nacional Ultramarino, de membro substituto do conselho de administração da Caixa Geral do Crédito Predial e de presidente da comissão administrativa da Câmara Municipal de Lisboa de 1891 a 1893.

Praça Cosme Damião – Cosme Damião (1885-1947) foi uma das figuras mais importantes da história do Sport Lisboa e Benfica, aliás, é quem dá nome ao museu do clube.

Cosme Damião foi um dos fundadores do Benfica, tendo também jogado no mesmo durante alguns anos, chegando a ser capitão. Depois de se retirar dos relvados, assumiu o cargo de treinador entre 1910 e 1926.

Cosme Damião é considerado e lembrado como o “Pai do Benfica”.

Rua Abílio Mendes – Abílio da Costa Mendes Júnior (1911-1992) foi um médico pediatra e político português.

Durante o Estado Novo, foi um ativista estudantil e um opositor do regime político, o que lhe dificultou o acesso a carreiras públicas médica hospitalar e docência universitária.

Profissionalmente, destacou-se como pediatra, puericultor, pedagogo e pesquisador. Destacamos o seu estudo sobre tumores vasculares (hemangiomas e linfangiomas) e o tratamento de esclerosante com citrato de sódio.

A nível político, foi o fundador do Partido Socialista, em 1973. Após a Revolução dos Cravos, foi candidato à Assembleia Constituinte e presidente da Liga Portuguesa dos Direitos Humanos.

Sítio do Barcal – apresenta características da ruralidade das velhas quintas de recreio e aldeias que existiam em São Domingos de Benfica. O local está registado em documentos antigos desde o século XIII, no reinado de D. Afonso II.

Após a reconquista de Lisboa, em 1174, os territórios da zona rural da cidade, foram na sua maioria doados pelo Rei a nobres e ordens militares e religiosas, como recompensa pelos serviços prestados. Foram encontradas “referências ao Barcal nas Inquirições de D. Afonso II, de 1258, onde se inclui uma herdade e um casal no Barcal (Abranchal) propriedade do Mosteiro de S. Vicente de Fora, bem como mais tarde, no séc. XIV, deparamos com o registo de várias propriedades no Barcal: uma vinha de São Vicente e outra do Mosteiro de Santos, bem como umas casas e uma herdade da colegiada de Santa Cruz do Castelo.”

Rua Mário Gomes Páscoa – Mário José da Costa Gomes Páscoa (1928-1993) foi um engenheiro português e enquanto olisipógrafo investigou sobretudo a relação dos sistemas de transporte com a cidade, tendo sido consultor do Metropolitano de Lisboa.

Trabalhou, também, no Ministério das Obras Públicas, tendo sido admitido à Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.

Mário Gomes Páscoa foi condecorado postumamente, em 1994, com a Ordem de Mérito no grau de Grande Oficial.

Rua Afonso Álvares – Afonso Álvares (primeira metade do séc. XVI) foi um arquiteto português, tendo sido autor de variadas obras no Alentejo e de diversas igrejas e conventos em Lisboa.

Responsável por coordenar a construção da igreja de São Sebastião, mandada erguer por Dom Sebastião, aquando de uma peste que assolou a cidade de Lisboa em 1569. Autor da ampliação da Igreja de São Roque, em 1565. No Alentejo, destacamos o Chafariz da Praça do Giraldo, em Évora, a Igreja de São Salvador de Veiros e a Sé de Leiria.

Rua António Albino Machado – António Albino Machado (1915 – 1984) foi o primeiro Presidente da Cooperativa de Habitações Económicas 25 de Abril e esteve na vanguarda da luta dos bairros mais pobres de Lisboa por melhor habitação.

A Rua António Albino Machado nasceu do pedido dos moradores do Bairro das Fonsecas/Calçada com o intuito de homenagear o homem que lhe dá nome.

Rua António Alçada Baptista – António Alçada Baptista (1927 – 2008) foi um escritor, muito conhecido pela obra “Os Nós e os Laços”.

Enquanto escritor e ensaísta, deixou-nos obras como “O Tempo nas Palavras”, “Peregrinação Interior”, “Conversas com Marcello Caetano”, “O Anjo e a Esperança”, entre outros.

Como editor, dirigiu a Moraes Editora, onde revelou e divulgou grandes nomes da literatura portuguesa como Sophia de Mello Breyner Andreson, Jorge de Sena, Alexandre O’Neill, Ruy Belo, e tantos outros.

De salientar que foi advogado de defesa de presos políticos nos Tribunais Plenários. “Em março de 1957, foi um dos 72 advogados de Lisboa e do Porto que assinaram uma representação ao ministro da Presidência pedindo um inquérito à PIDE”.

Em 1980, entrou para a Secretaria de Estado da Cultura, chefiando os trabalhos de criação do Instituto Português do Livro e desenvolvendo relações culturais com os países lusófonos.

Alameda Manuel Ricardo Espírito Santo – Manuel Ricardo Espírito Santo (1908 – 1973) foi banqueiro e Diretor do Banco Espírito Santo, fundado pelo seu pai José Maria do Espírito Santo Silva.

Durante a sua gestão, o banco transformou-se na maior rede bancária do país, ao expandir o número de balcões, investindo nas ex-colónias, participando em empreendimentos industriais e, mais tarde, ao apostar num sistema eletrónico de pagamento de cheques.

Largo Mário Neves – Mário Neves (1912 – 1999) foi um célebre jornalista português. Responsável por fundar o jornal A Capital.

O seu trabalho durante a Guerra Civil Espanhola foi bastante reconhecido, pois foi um dos primeiros jornalistas a relatar o massacre de Badajoz (1936), denunciando as execuções em massa realizadas durante a guerra.

Para além de tudo isto, tornou-se no primeiro embaixador de Portugal na União Soviética e na Coreia do Norte. Ocupou, também, o cargo de Secretário de Estado da Emigração.

Rua Gonçalves Viana – Aniceto dos Reis Gonçalves Viana (1840 – 1914) foi filólogo, linguista e lexicógrafo, especialista em fonologia.

Como autodidata, dedicou-se à filologia, sobretudo como foneticista, e também na área da lexicologia. Em 1900, fez parte da comissão para revisão da nomenclatura geográfica portuguesa. Já em 1911, tornou-se membro da Comissão de reforma ortográfica.

De 1893 a 1912 foi eleito sócio correspondente da classe de Ciências Morais, Políticas e Belas Letras da Academia das Ciências de Lisboa, tendo integrado a 3.ª secção: Ciências Económico-Administrativas.

Fontes:

Núcleo de Toponímia – Câmara Municipal de Lisboa

Direção Municipal de Cultura – Departamento Património Cultural

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https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Neves

https://arquivo.acad-ciencias.pt/authorities/20282



JUNTA DE FREGUESIA SÃO DOMINGOS DE BENFICA





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