Sugestões de Leitura

Sugestões de Leitura

1 de Março de 2026
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Sugestão 1 – “Cicatrizes de Mulher” – Sofia Branco

“Cicatrizes de Mulher” é o primeiro livro escrito em Portugal sobre a mutilação genital feminina (MGF), uma prática que persiste em dezenas de países. O trabalho de investigação que lhe deu origem, e que contribuiu decisivamente para a discussão pública desta violação do direito ao corpo e à sexualidade, recebeu seis prémios, entre os quais o Natali Europe, atribuído pela Comissão Europeia e pela Federação Internacional de Jornalistas, e a Medalha de Ouro da Assembleia da República.

Sofia Branco dá-nos a conhecer a realidade da MGF, mostrando-nos o que se está e não está a fazer para a erradicar, e, enquadrando o fenómeno no seu contexto: um quadro mental que há séculos favorece a subjugação das mulheres. Esta obra ajuda-nos a compreender por que motivo esta prática perdura em pleno século XXI.

 

Sugestão 2 – “O Monte dos Vendavais” – Emily Brontë

“O Monte dos Vendavais” de Emily Brontë, uma das obras-primas da literatura inglesa, e recentemente readaptado a cinema, traz-nos uma “narrativa poderosa e tragicamente bela da paixão de Heathcliff e Catherine Earnshaw, de um amor tempestuoso e quase demoníaco que acabará por afectar as vidas de todos aqueles que os rodeiam como uma maldição”.

Heathcliff é adotato em criança pelo patriarca da família Earnshaw, no entanto, é ostracizado por Hindley, o filho legítimo, e levado a acreditar que Catherine, a irmã dele, não corresponde à intensidade dos seus sentimentos. “Abandona assim o Monte dos Vendavais para regressar anos mais tarde disposto a levar a cabo a mais tenebrosa vingança.”

 

Sugestão 3 – “Uma Mulher Não Chora” – Rita Ferro

“Uma Mulher Não Chora” de Rita Ferro, conta-nos a história de uma mulher “pós-feminista – livre, independente, emancipada – às voltas com a ambivalência da sua condição: de um lado, o sonho romântico e o fantasma da solidão; do outro, o orgulho e a exigência de quem pode, finalmente, escolher, ou para quem a dignidade se tornou mais imperativa do que a companhia de um homem.

Uma clivagem dolorosa, que toda a mulher divorciada, ou casada segunda vez, conhece intimamente.”



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